 | Category: | Movies | | Genre: | Drama |
Fiche Técnica
Título original: La Classe Operaia va in Paradiso Gênero: Drama Diretor: Elio Petri Duração: 126 minutos Ano de Lançamento: 1971 País de Origem: Itália Idioma do Áudio: Italiano IMDB: www.imdb.com/title/tt0066919
Elenco
Gian Maria Volantè, Maiangela Melato, Gino Pernice, Salvo Randone, Luigi Diberti.
Sinopse
Lulu é um operário padrão que desperta a ira dos colegas devido a sua alta produtividade, servindo de exemplo pela direção da empresa. Depois de sofrer um acidente de trabalho, rebela-se contra a fábrica em que trabalha e se aproxima de líderes estudantil radicais. O processo de engajamento político do operário é acompanhado de conflitos familiares, questionamentos sobre a vida de operário e pelos constante presença de sindicalistas e estudantes na porta da fábrica discursando para os trabalhadores.
Premiações
Palma de Ouro no Festival de Cannes - melhor filme (1972) Prêmio David di Donatello - melhor filme (1972)
Crítica
O filme “A classe operária vai ao paraíso” é um dos clássicos do cinema político italiano dos anos 60 e 70, juntamente com “Sacco e Vanzetti” (Giuliano Montaldo), “Os companheiros” (Mário Monicelli), “Os subversivos” e “Sob o signo de escorpião” (ambos dos irmãos Taviani), “Um cidadão acima de qualquer suspeita” do mesmo Elio Petri. Em um momento de grande vigor dos partidos comunistas e do movimento operário europeu, o cinema foi capaz de captar todo o debate em torno do engajamento dos operários na vida política européia e particularmente, italiana. O processo de conscientização política do operário Lulú é o eixo do filme, que de forma dialética, consegue fazer aflorar as contradições da condição do trabalhador sem cair na armadilha do filme panfletário. Ao mesmo tempo que Lulú se politiza é influenciado pela sociedade de consumo . Suas referências no processo de politização são três: o discurso extremista dos estudantes, a postura moderada e pragmática dos sindicalistas e, sobretudo, seu velho companheiro de trabalho, Militina, que devido ao trabalho da fábrica acabou enlouquecendo, indo parar em um manicômio. A alienação do trabalho no capitalismo é exposta de maneira brilhante na conversa de Lulú e Militina, onde este, em sua ‘loucura’, lembra-se do questionamento que fazia sobre a utilidade das peças que produziam. Ainda Militina é a principal referência na utopia que dá nome ao filme: o muro que precisa ser derrubado, dando acesso ao paraíso para todos os operários. A discussão de Lulú com o líder estudantil após ter sido demitido expõe a dificuldade em aproximar o discurso de esquerda da vida cotidiana dos trabalhadores: o coletivo se sobrepõe ao individual em uma sociedade onde o individualismo está arraigado. O filme só entrou em cartaz no Brasil no início dos anos 80, quando ocorria um afrouxamento da censura da ditadura militar, justamente no momento que renascia o movimento operário brasileiro com as greves do metalúrgicos do ABC.
Eu só posso me lembrar dos tempos da faculdade de psicológia, quando vi esse filme pela primeira vez, e diante dessa crítica tão bem escrita, eu só posso dizer: Assistam!! Vale muito a pena!

 | Olha só que liinda!!!! E inaugurou direitinho o reply em video, hem... Adorei, mainha!!! Assim como adoro vc.. Xeros!!! ;oD |
 | eheheh...obaaaaaaaaaa!!!!!! legal que gostou!!!!!! mãinha é bem assim mesmo....SEMPRE!!!! eheh....adoro vc também!!! mil beijos |
 | É um filme maravilhoso, que deve ser visto por todos, especialmente nesta epoca de eleições para Presidente ... |
 | Ué, não vai falar da "coincidência" do nome do personagem, Lulu? E pior, não vai falar que "acidente de trabalho" ele sofreu? Eu falo: Lulu perde um dedo no torno mecânico! Uau! Quanta semelhança! Ainda mais que o filme é anteriro ao "presidente com a maior popularidade que esse país já viu". |
| |